Test Thinking


Test Thinking é um mindset baseado nos princípios do Design Thinking (inspiração, idealização e implementação) e tem como objetivo desafiar o QA a ser um agente inovador e promover a mudança de forma criativa e colaborativa.

Um pouquinho sobre Design Thinking

Design Thinking (DT) não é algo novo, não é feito pra designer e nem se propõe a criar um produto mais bonito. Ele dá as ferramentas para que cada um possa se enxergar como um designer. Isto quer dizer que podemos alterar a forma como abordaremos um problema real através de uma abordagem criativa e iterativa.
Esqueça as limitações e pré-conceitos, o foco aqui é inovação centrado nas necessidades do ser humano!
Mesmo que o DT apresente etapas para guiar o processo criativo, o mesmo não deve ser visto como um processo linear, ou seja, podemos partir de qualquer ponto de análise a fim de explorar um problema.

É importante ter em mente os valores do DT, são eles:
Empatia = significa se colocar no lugar do outro, deixar de lado os pressupostos e observar o contexto e atividades do outro, receber e assimilar as informações que a outra pessoa está lhe passando;
Colaboração = significa pensar, criar, agir conjuntamente, utilizar as experiências de todos para atuar sobre o problema;
Experimentação = construir e testar com base nos protótipos gerados na execução das ideias. Aqui o testar está mais próximo da validação da ideia, analisando informações a partir de feedbacks, confirmando ou não se o objetivo foi atingido.

If QA = true then.. Por que devo inovar?

“O essencial é invisível aos olhos” (A. Saint-Exupèry)

Você deve estar se perguntando por que o QA deve ser um agente inovador. Você já deve ter passado (ou conhece alguém que passou) por algum projeto/release de produto que no início parecia ser o melhor e mais completo em termos de análise/definição, planejamento e execução, mas que quando chegou ao cliente, não atendia as expectativas dele. Neste momento, você (e também toda sua equipe) deve ter procurado o culpado.

Será que realmente existe um culpado quando o produto final não é o que o cliente espera?

Vai por mim, é mais fácil todos se desarmarem e utilizarem a retrospectiva com sapiência neste caso.
Reúna as forças e com toda paciência, clareza e resiliência inerente da sua pessoa
(aleluia), você deverá questionar à equipe: “Onde foi que NÓS erramos?”. Ou melhor: “Qual a real necessidade daquele cliente que não percebemos?”
Na maioria das vezes a recepção pra esta pergunta não é tão agradável e simples de ser compreendida e, com certeza não é fácil de se responder. Geralmente nos limitamos a acreditar que por fazermos bem nossas tarefas (ótimo local) é o suficiente para que obtenhamos o sucesso em grupo. É neste ponto que a nossa participação como facilitadores da inovação faz toda diferença.
NOTA: Aqui pode surgir a dúvida: “Não é papel do Product Owner (PO) entender as necessidades do cliente?” – minha resposta é: “Você credita toda a responsabilidade de sucesso/fracasso de um produto a uma pessoa???”.

Muitos times não possuem este papel (PO) e devido as habilidades de síntese e compreensão do contexto de negócio que o QA possui, me parece cair como uma luva que você será o agente precursor do pensamento fora da caixa.
Quando falamos em inovar aqui, o foco principal é desafiar as pessoas a explorar possibilidades ainda não descobertas e com isso gerar soluções de valor aproximando-se do cliente para entender sua real necessidade.

O que mudar?

Devemos parar de fazer mais do mesmo. O que isso quer dizer? Quer dizer que quando uma solução vier antes do problema, quando uma estimativa for mais importante do que a definição da real necessidade, quando opiniões predominarem sobre fatos, quando as métricas de satisfação do cliente forem duvidosas ou quando as reuniões de análise/planejamento forem improdutivas, a sirene deve tocar!
Isso não quer dizer que não devemos nos preocupar com questões técnicas, mas de que adianta ser muito bom em execução se você não sabe qual o objetivo do que está construindo. Espera-se que o profissional de QA contribua com suas características analíticas e questionadoras para expandir a visão bit*.

Como promover a mudança?

Muitas vezes não está claro para quem sente os sintomas de um problema, que de fato o problema existe. Pensando nisso, lembrei de quando comecei a estudar o Business Model Canvas, e em paralelo descobri outros N canvas, que de certa forma estes expunham informações sintetizadas de forma clara e objetiva. Vi então uma oportunidade de extrair pontos importantes para apoiar o QA como uma ferramenta – foi assim que juntei as peças e montei o lego …

A ideia do canvas é trazer à tona o problema atual e construir uma solução em conjunto – isto envolve o cliente também!

A forma como o canvas foi desenhado indica o flow das informações desde o perfil do cliente a umpré-planejamento da solução. No final temos um ‘contrato’ da necessidade a ser desenvolvida e testada.

canvasDetalhado

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